Cada passo tomava tempo demais. Por que não conseguia avançar? O que era aquele pânico? Resolveu sentar a beira do caminho. Mas quando sentou pode sentir as entranhas reclamar de tanto medo. Ele suava frio e a respiração era cada vez mais acelerada.
Então ele ouviu uma sirene. Ela vinha da estrada principal.
Então eram muitas sirenes. E todas vinham na sua direção.
E todas passaram por ele, aceleradas, urgentes. E iam para a mesma direção. A direção que era a dele. A direção da casa dele.
Quando a realidade de que só havia uma casa na direção do destino das sirenes fez com que o medo alimentasse suas pernas.
Pietro correu.
Da entrada de sua casa viu sua avó chorando.
Havia um caminho vermelho que parecia sair da porta até o portão.
Muitas pessoas de uniforme corriam e gritavam. Outras vomitavam.
O entendimento demorou a fazê-lo se mexer.
O entendimento da morte lhe correu a cabeça.
Quem? Seu pai? Sua mãe? Sua irmã?
Quando sua avó o viu e correu em sua direção, seus olhos destruídos pela dor lhe deram a resposta.
Todos.
Todos haviam sumido.
Pietro estava sozinho.









