sexta-feira, 16 de março de 2012

A Queda

Enquanto ele andava um frio estranho parecia vir de dentro dos ossos. Ainda era começo de março, mesmo na serra, o fim do verão não costuma ser tão frio. O corpo começou a formigar e caminhar ficou difícil. Mas ele avançou. Logo estaria em casa.
Cada passo tomava tempo demais. Por que não conseguia avançar? O que era aquele pânico? Resolveu sentar a beira do caminho. Mas quando sentou pode sentir as entranhas reclamar de tanto medo. Ele suava frio e a respiração era cada vez mais acelerada.
Então ele ouviu uma sirene. Ela vinha da estrada principal.
Então eram muitas sirenes. E todas vinham na sua direção.
E todas passaram por ele, aceleradas, urgentes. E iam para a mesma direção. A direção que era a dele. A direção da casa dele.
Quando a realidade de que só havia uma casa na direção do destino das sirenes fez com que o medo alimentasse suas pernas.
Pietro correu.

Da entrada de sua casa viu sua avó chorando.
Havia um caminho vermelho que parecia sair da porta até o portão.
Muitas pessoas de uniforme corriam e gritavam. Outras vomitavam.
O entendimento demorou a fazê-lo se mexer.
O entendimento da morte lhe correu a cabeça.
Quem? Seu pai? Sua mãe? Sua irmã?
Quando sua avó o viu e correu em sua direção, seus olhos destruídos pela dor lhe deram a resposta.
Todos.
Todos haviam sumido.
Pietro estava sozinho.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Um Dia

Se o vento estivesse a favor, acho que navegaria.
Me arriscaria, teria um expectativa otimista.
Mas há dias não há vento
e eu estou à deriva.
Perdida num mar de confusão e dias ruins.
Acho que magoei o Universo, feri seu nome e estou sofrendo retalições.
Podia dizer que não me importo... Mas não seria verdade.
E se depois do vento, o ar se for?
Será culpa ou paranoia? Sei que estou perdida.
O dormir não é tranquilo.
Sinto o frio aqui, apesar de ser verão e estar quente lá fora.
Acendi a luz, mas meus olhos gritam que precisam do escuro.
Tenho tanto medo de sair e descobrir que minha paranoia faz sentido...
Estou há tempo demais aqui.
Mas não tenho força pra ir a diante.
Uma dia me perguntaram se eu não tinha sonhos.
Pensei cinco seguntos de responder:
Não tenho sonhos. Tenho obrigações.
Geralmente o que quero consigo. Digo geralmente, porque tem uma coisa que busco há anos,
e ainda não consegui: PAZ.
Queria viver sem ter TODO dia alguma coisa pra me perturbar...
Um dia, quem sabe...
Um dia...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Maratona de Banca - Dezembro


O Par Perfeito
Penny Jordan

Samantha Miller ansiava por formar uma família, mas bons partidos estavam em falta. Talvez visitar sua irmã, casada e feliz, na Inglaterra ajudasse...
Liam Connolly devia estar aliviado ao vê-la partir para outro país. Desde adolescente, Samantha tinha uma queda por ele... Mas Liam conseguira resistir à impetuosidade dela ao se convencer de que não faziam um par perfeito. Então, por que, depois de ela confessar o motivo de sua viagem a Inglaterra, Liam subitamente decobriu que queria ser o homem a lhe dar filhos?


Este romance faz parte da série Os Crighton, e é um dos primeiros romances de banca que li. Divertido, despretencioso e muito romântico é leitura obrigatória pra quem gosta do estilo.
Como o livro faz parte uma série, no começo você fica um pouco perdido com a enxurrada de personagens, mas as poucos acostuma com a enorme família - depois desse resolvi procurar pelos outros e não me arrependi, hehe.

Samantha é a mulher que a maioria gostaria de ser, inteligente, bem sucedida, linda. Mas ela também pensa ser o que muitas mulheres pensam que são: incompreendida, desajeitada e não-correspondida. Depois de um incidente no trabalho, causado por um colega invejoso, Samantha põe na cabeça que precisa ser mãe.

Claro que seu grande amor de adolescência, Liam, sucessor político de seu pai, seria o pai perfeito. Mas ele sempre deixou bem claro o quanto ela era errada para ser sua esposa. Então ela busca conforto com sua irmã, na Inglaterra. E parte em busca de um grande amor.

O que Liam pensa disso? Ele não pensa. Ele age. Vai atrás dela.

A história é muito divertida. Samantha se mete em muitas confusões ( suas tentativas de encontros são hilárias...). Os Crighton são uma delícia a parte, prestem muita atenção em James!

Recomendadíssimo.

Mariska

domingo, 20 de novembro de 2011

Maratona de Banca - Novembro


Feitiço do Passado - Jennie Lucas


A bela americana Eve Craig cedeu aos encantos do poderoso Talos Xenakis durante um ardente romance em Atenas... e desapareceu sem deixar vestígios. Quando ele finalmente a localiza, três meses depois, ela sofre um acidente e perde a memória! Contudo, ainda desperta em Talos tanto o desejo quanto a fúria. Eve o traiu, e que modo melhor de punir a mulher que quase o arruinou do que se casando com ela... e a destruindo? Porém, seus planos terão que tomar novos rumos... pois ela está grávida de seu filho...

Nunca gostei muito de histórias com gregos, ainda mais magnatas. Os personagens costumam ser arrogantes, possessivos e muito irritantes. Talos não foge ao clichê, mas ele tem algo a mais. Ele está apaixonado e obsecado. Eve o seduziu e traiu, uma traição no ramo nos negócios, mas que ele parece ter sentido muito profundamente, já que fez com que virasse o mundo atrás de Eve.

Ele consegue encontrá-la meses depois, mas se surpreende ao descobrir que ela estava se recuperando de um acidente, no qual perdeu a memória.

Assim que Eve vê Talos, sabe que ele é muito importante em sua vida. Ela o ama, mas ao mesmo tempo tem um temor irracional dele. Aos poucos ele vai conquistando a sua confiança, a ponto de ela aceitar se casar com ele.

O casamento é lindo, mágico, mas logo depois Talos muda. Talvez o casamento rápido tenha sido apenas pelo bebê... mas Eve sabe que tem algo mais. E ela precisa recuperar sua memória pra descobrir do que se trata.

Como eu disse, eu nunca gostei muito desses livros com magnatas gregos... mas esse me cativou muito, pois Talos, apesar de todo rancor que sente, ele ainda ama e busca ser amado. Eve é um personagem incrível. Você fica metade do livro se perguntando se ela era má antes de perder a memória ou se tem algum segredo nessa história.

O livro tem um ritmo excelente, você não percebe a história correndo ou se arrastando. É muito bem escrito e o final é super clichê, mas isso não quer dizer que não é maravilhoso.
Recomendo. Recmendo. Recomendo.

Mariska

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Maratona de Banca - Outubro

Magnata grego - Kim Lawrence

Nikos Lakis é um magnata grego de tirar o fôlego... É interessante, charmoso, sexy... e casado com Katerina, que fora sua prometida. Embora Nikos e Katie sejam casados legalmente, eles não se vêem desde o dia do matrimônio. Até que um encontro acidental acende as chamas de uma paixão incontrolável! Agora, eles pretendem recuperar todo o tempo perdido.

Nikos é rico, bem sucedido e lindo até não poder mais. Ele tem um relacionamento de grande amizade com sua madrasta, uma mulher forte e determinada que tem um papel de grande importância nessa história.

Katerina é uma mulher inteligente e autruísta, que sobreviveu as perdas de sua mãe e irmão com dignidade. Agora ela está prestes a se casar com um homem superprotetor que a respeita muito. Ela só tem um problema, ela já é casada. Com Nikos.

Anos antes da história começar temos dois desconhecidos que se encontram num cartório para se casarem. O motivo? Dinheiro. Katerina, por força de testamento, só poderia receber a herança de seu avô caso se casasse. Nikos precisava levantar dinheiro de forma anônima para ajudar a madrasta. Os dois tinham um advogado em comum...

Mas como o destino sempre prega peças nos desavisados, acontece do noivo de Katerina ser amigo de faculdade de Nikos e, num jantar, de repente, eles se encontram. A química entre eles é instantânea. E o encontro pega fogo. Literalmente.

Um reencontro. Um grande incêndio. Um quarto de hotel. Duas vidas. Um mesmo destino: a Grécia.

Devo dizer que esse foi um dos livros de banca que mais gostei de ler. Os personagens são cativantes, inteligentes e intensos. Não há meias palavras, o sarcasmo é recorrente, tornando alguns diálogos deliciosos. É um livro pra se devorar em poucas horas. E pra reler em poucos dias. Recomendo a leitura.

Beijos

Mariska

domingo, 9 de outubro de 2011

Vampiros


Você acha que Vampiros é um tema saturado? Está cansado de ser banhado pela mídia com criaturas bebedoras de sangue e suas pobres e encantadas vítimas?

Bem, então esse texto não é pra você, hehe.

Vampiros tornaram-se um tema tão recorrente que é impossível que exista alguém que você conheça que não tenha lido um livro, uma reportagem de revista ou assistido um filme ou seriado com o tema Vampiros nos últimos 3 anos.


Sim, Stephenie Meyer e os Cullen tem uma parcela de culpa nessa história. Mas o tema tem atraído as pessoas desde Bram St
ocker e seu aterrorizante e apaixonante Conde Drácula.

Anne Rice transformou os vampiros em objetos de desejo (quem nunca suspirou pelo impiedoso, sofisticado e angustiado Lestat em todas as suas Crônicas Vampirescas?).

Os vampiros de Bram Stocker eram amaldiçoados. Eram a encarnação do próprio mal, cercados de desejo, sede de sangue e malícia. Os de Anne Rice não eram muito diferentes, apesar de ser possível encontrar traços de humanidade em alguns deles.

Daí alguém vai dizer: Sim, mas a Stephenie Meyer mudou tudo. Eu discordo. Os vampiros dela também são sanguinários, violentos e representam o próprio mal. Não, eu não enlouqueci. Os Cullen são vampiros "bonzinhos", "vegetarianos" e "humanos". Mas eles não representam os vampiros do seu universo. São os Volturi que os representam.

E por falar em universos vampiros, tenho um estante cheia deles, hehe.

No Universo de Lara Adrian, os vampiros são descendentes de uma raça alienígena que conseguiu procriar na Terra ( Sim, você leu direito!). E sim! Você precisa ler O Beijo da Meia Noite e O Beijo Escarlate.

Na série House of the Night ( de P.C. Cast e Kristin Cast) os vampiros sempre existiram... Assim como todas as maravilhosas criaturas de Charlaine Harris de Morto até o Anoitecer (que deu origem a série True Blood) e Interligados de Gena Showalter. E como não falar dos irmãos Salvatori da série Vampire Diaries (L.J. Smith)?

Nem os escritores brasileiros escaparam da onda... Tenho TODOS os livros de André Vianco. Poucas coisas não tão angustiantes do que ler sobre lugares que você conhece tomado por criaturas que você julga como pura fantasia. Sabe, os vampiros parecem mais reais quando eles andam pelas ruas brasileiras...

Agora, se a intenção é ser completamente arrebatada por essas criaturas, você precisa ler a Irmandade da Adaga Negra. Por que? Bem. Isso eu vou explicar nos próximos posts. He he.

Beijos

Mariska

domingo, 25 de setembro de 2011

Um pouco de paz


O que é preciso fazer pra conquistar um pouco de paz?
Os dias são tão corridos, temos sempre tanta coisa pra fazer...
O trabalho acumula e o chefe começa a te olhar atravessado.
Ou o gerente do banco requer a tua presença pra fazer mais uma renovação de cadastro ( gente, eu sou a mesma pessoa, morando no mesmo lugar e com o mesmo telefone do ano passado; e sim, a minha renda não mudou em um ano, sou professora, quando receber aumento de salário vai sair em telejornal).
Queria poder sentar no jardim e ler. Mas ainda é muito frio pra sentar no jardim ( e quando for muito quente os insetos vão me devorar viva...).
Não desenho mais, não pinto mais, não canto mais. Quando era adolescente nunca imaginei que me tornar adulta significaria perder parte de quem eu era. Adorava rock, hoje apenas gosto, um pouco. Meus ouvidos não suportam mais tanto barulho, hehe. Ou quem sabe a música já não é mais o que era ou o que significava.
Eu sei, estou ficando velha.
Mas ainda adoro colecionar álbuns de figurinhas, ganhar bichinhos de pelúcia e ler livros infanto-juvenis. Essa parte de mim eu gostaria de conservar.
Digo pra mim mesmo todos os dias que preciso trabalhar menos, me preocupar menos, correr menos. Mas... Bem, quem tem um pouco mais de idade sabe que, se parar no caminho, a vida te derruba.
É primavera. Logo será verão. É tempo de repensar a vida, faxinar a casa, reorganizar as estantes, limpar as gavetas e trazer de volta aquilo que te faz feliz.
Vou fazer isso. Bem, assim que diminuir o ritmo do trabalho...
Mariska